| Pri Haydée Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento,(...) Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor. De Carlos Drummond de Andrade |
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Terça-feira, Janeiro 24, 2006 by Lisa Zemlicka
Sometimes I look up at the stars at night, Wishing that you were holding me tight. I hold back the tears before they slide down my cheek, Praying to God to keep me strong, not weak. I make a wish in the deepness of my heart, that soon we'll be together, not so far apart. I think of all the good times we have shared, I want you to know that I'll always care. I want you to hold me and never let me go, I miss you and love you, just thought I'd let you know. Sábado, Janeiro 14, 2006 (Chiquinha Gonzaga)
Ó, lua branca de fulgor e desencanto Se é verdade que ao amor tu dás abrigo Vem tirar dos olhos meus o pranto Ah, vem matar essa paixão que anda comigo Ó, por quem és, desce do céu, ó, lua branca Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca Dá-me o luar de tua compaixão Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração E quantas vezes lá no céu me aparecias A brilhar em noite calma e constelada E em tua luz então me surpreendias Ajoelhado junto aos pés da minha amada E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo Ela partiu, me abandonou assim Ó, lua branca, por quem és, tem dó de mim Saudades... posted by PRISCILA SOUZA | 3:20 PM Segunda-feira, Janeiro 09, 2006 ![]() Os segredos de um coração não serão mais segredos se forem desvendados... O coração só pulsa por causa de seus segredos... É por isso que esses segredos nunca são pronunciados, mas permanecem no brilho de um olhar e no silêncio de um sorriso... Priscila Haydée posted by PRISCILA SOUZA | 12:54 AM Cecília Meirelles
Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. Estas palavras ofereço com carinho a todas as pessoas que com carinho acessam o meu blog, mesmo que eu não saiba.... Um grande abraço, Pri posted by PRISCILA SOUZA | 12:30 AM Sábado, Janeiro 07, 2006 Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Feliz Ano Novo!! Acorde Ano Novo!! posted by PRISCILA SOUZA | 2:46 PM |
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