Pri Haydée |
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008
Imaginaçãopor Priscila Haydée Ovídio e o livro um caco de vidro na mão corta córtex lambe o chão Olívia e o vídeo um pedaço de livre preso na tele-visão cata os cacos raspa os tachos imag.in- ação. Priscila Haydée 23/07/2008 O MitoPor PRISCILA HAYDÉE Era uma vez um certo homem que dizia ser REI . . Dizia tanta coisa tanta história tanta vez . . Meta de mentira Metade talvez __________ com tanta honra __________ tanta retórica __________ tanta altivez que tanto faz tanto fez! . . Se não diz inteiras verdades OMITE e é MITO! ... não sei... . Só sei qu'eu quase acreditei... e não OMITO!! PRISCILA HAYDÉE 27/07/2008 Terça-feira, Julho 22, 2008
Veja tambem, http://priscilahaydee.arteblog.com.br Mentiras Adriana Calcanhoto Nada ficou no lugar Eu quero quebrar essas xícaras Eu vou enganar o diabo Eu quero acordar sua família... Eu vou escrever no seu muro E violentar o seu gosto Eu quero roubar no seu jogo Eu já arranhei os seus discos... ____Que é pra ver se você volta, _____Que é pra ver se você vem, ___Que é pra ver se você olha, _______________Pra mim... Nada ficou no lugar Eu quero entregar suas mentiras Eu vou invadir sua alma Queria falar sua língua... Eu vou publicar os seus segredos Eu vou mergulhar sua guia Eu vou derramar nos seus planos O resto da minha alegria... Que é pra ver se você volta, Que é pra ver se você vem, Que é pra ver se você olha, Pra mim...(2x) Sexta-feira, Julho 04, 2008
Olá pessoal!!! Talvez diminuam os artigos daqui mas no http://priscilahaydee.arteblog.com.br estarei sempre!! Beijos! Pri Haydée Segunda-feira, Junho 30, 2008
UBATUBA, SIM!
UBATUBA, Sim, Sim, Sim! ela tem lindas praias de areia dourada! Ubatuba, sim, sim, sim! Viver no Perequê, no Itaguá, na Enseada! Ubatuba, sim, sim, sim! Horizontes de mar e de montes sem fim seu céu estrelado de azul anilado suas matas, seus rios, seu Povo abençoado! Eu amo Ubatuba assim como ela é sozinha, isolada, Só com sua Fé. Conquanto ela suba ao progresso que vem, que fique guardada com tudo quanto tem! UBATUBA, sim, sim, sim! ela tem lindas praias de areia dourada! Ubatuba, sim, sim, sim! Da PICINGUABA extrema até a MARANDUBA Ubatuba, sim, sim, sim! Horizontes de mar e de montes sem fim E o céu estrelado De azul anilado Da "TERRA ENCANTADA" que a nossa alma derruba! P.S: Ubatuba, lugar de minha infância querida... das férias mágicas! A Foto é da Praia de Maranduba. Segunda-feira, Junho 16, 2008
Petit mort pour rire Por Tristan Corbière Va vite, léger peigneur de comètes ! Les herbes au vent seront tes cheveux ; De ton œil béant jailliront les feux Follets, prisonniers dans les pauvres têtes... Les fleurs de tombeau qu’on nomme Amourettes Foisonneront plein ton rire terreux... Et les myosotis, ces fleurs d’oubliettes... Ne fais pas le lourd : cercueils de poètes Pour les croque-morts sont de simples jeux, Boîtes à violon qui sonnent le creux... Ils te croiront mort - Les bourgeois sont bêtes - Va vite, léger peigneur de comètes ! Quinta-feira, Junho 12, 2008
Dia 12 de junho, dia dos namorados... Haikais de Olga SavaryO DESEJO ABSOLUTO Criar o amado Sem a injustiça da forma Sem o egoísmo do nome. SUBMÁGICA O vento chama-te em mim como uma fonte cega. Estranhos, arribaram os pássaros da memória. Em pouco nada de meu restará em mim: dou-te Um ombro a cada tarde. ÚNICO Não transfiras o momento do teu sonho. No instante em que ele vem, arrisca-te à sua fina lâmina: Ele é tua única herança, teu legado único, único vestígio. DESPERDÍCIO Eu olharia quieta teu corpo tempo infinito Mas não sei o que seria pior: A imobilidade ou esta idéia fixa. BALANÇO Olho teu rosto como imagem parada um instante Refletida no profundo fundo de um poço. E da memória não me interessa nada mais que isto. ROTA Que arda em nós Tudo quanto arde E que nos tarde a tarde. DE FOZ EM FORA Mãos abanando, digo aos deuses: venha A nós o vosso reino porque somos Gente audaz que não teme a guerra E deseja seja qual for a paz. NOME E este amor doido, Amor de fera ferida, É esse amor, meu amor, O próprio nome da vida. Olga Savary nasceu em Belém, Pará, 21 de maio de 1933, sob o signo de Gêmeos. Filha única de pai russo com ascendência francesa e mãe brasileira, estudou em Belém, em Fortaleza (Ceará) e Rio. Começou a escrever adolescente, em 1949. Publicou muitos de seus poemas em jornais e revistas do Rio, Belém e Minas Gerais, assinando alguns como Olenka. ... AMEI lê-la!! =) Quinta-feira, Junho 05, 2008
Florbela EspancaAos olhos dele Por Florbela Espanca
Não acredito em nada. As minhas crenças Voaram como voa a pomba mansa; Pelo azul do ar. E assim fugiram As minhas doces crenças de criança. Fiquei então sem fé; e a toda a gente Eu digo sempre, embora magoada: Não acredito em Deus e a Virgem Santa É uma ilusão apenas e mais nada! Mas avisto os teus olhos, meu amor, Duma luz suavíssima de dor... E grito então ao ver esses dois céus: Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa Que criou esse brilho que m'encanta! Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus! Vaidade Por Florbela Espanca Sonho que sou a Poetisa eleita, Aquela que diz tudo e tudo sabe, Que tem a inspiração pura e perfeita, Que reúne num verso a imensidade! Sonho que um verso meu tem claridade Para encher todo o mundo! E que deleita Mesmo aqueles que morrem de saudade! Mesmo os de alma profunda e insatisfeita! Sonho que sou Alguém cá neste mundo... Aquela de saber vasto e profundo, Aos pés de quem a terra anda curvada! E quando mais no céu eu vou sonhando, E quando mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho... E não sou nada!... Ser poeta Por Florbela Espanca Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente! Velhinha Por Florbela Espanca Se os que me viram já cheia de graça Olharem bem de frente para mim, Talvez, cheios de dor, digam assim: "Já ela é velha! Como o tempo passa"!..." Não sei rir e cantar por mais que faça! Ó minhas mãos talhadas em marfim, Deixem esse fio de oiro que esvoaça! Deixem correr a vida até ao fim! Tenho vinte e três anos! Sou velhinha! Tenho cabelos brancos e sou crente... Já murmuro orações... falo sozinha... E o bando cor-de-rosa dos carinhos Que tu me fazes, olho-os indulgente, Como se fosse um bando de netinhos... >> Não há como negar o talento de Florbela Espanca... Não há como negar sua grande poesia! Há quem se perca em seus versos, quem sonhe seus sentimentos... A graça de uma obra de arte está em fazer com que sintam o que se sente... É reciclar os sentimentos, fazer sofrer quem vive sorrindo; fazer sorrir, quem vive chorando... Fazer os bravos, macios como um pedaço de olhar apaixonado... Mas há quem prefira uma comédia ao drama... e comédia precisa contexto, drama é sempre drama... E tudo faz parte do ser humano... Divirtam-se! Pri Haydée Quarta-feira, Junho 04, 2008
Poema da noite Gargalhada Por Cecília Meirelles
Homem vulgar! Homem de coração mesquinho! Eu te quero ensinar a arte sublime de rir. Dobra essa orelha grosseira, e escuta o ritmo e o som da minha gargalhada: Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Não vês? É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro. Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais, vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas, destruir as lâmpadas, abater cúpulas, e atirar para longe os pandeiros e as liras... O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada. Mas é preciso ter baixelas de ouro, compreendes? — e colares, e espelhos, e espadas e estátuas. E as lâmpadas, Deus do céu! E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trêmulas... Escuta bem: Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica: do céu que venta, do mar que dança, e de mim. Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7 de novembro de 1901. Órfã muito cedo, foi educada pala avó materna e diplomou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e logo dedicou-se ao magistério. No exercício da profissão, participou ativamente do movimento de renovação do sistema educacional brasileiro. Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil do país e, de 1936 a 1938, lecionou literatura luso-brasileira, técnica e crítica literária na universidade do então Distrito Federal. Ensinou na Universidade do Texas (1940) e colaborou na imprensa carioca, escrevendo sobre folclore, tema de sua especialidade. Segunda-feira, Junho 02, 2008
Sabe aqueles dias em que algo te pega de repente... e consegue te comover ... algo com sentimento, com certeza, pois só sentimentos podem comover...mover... um sentimento bonito, apesar triste, humano, meio além disso... que vai além... de reflexão... flexão...
Aí segue a música nas duas interpretações que eu mais gostei, que mais me emocionaram... Nas Vozes de Damien Rice e Jeff Buckley http://www.youtube.com/watch?v=vsa_xWLOghg&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=aaHdeNN_ee0 Hallelujah Composição: Leonard Cohen I heard there was a secret chord that David played and it pleased the lord but you don't really care for music do ya Well it goes like this the fourth the fifth the minor fall and the major lift the baffled king composing hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Well your faith was strong but you needed proof you saw her bathing on the roof her beauty and the moonlight overthrew you she tied you to a kitchen chair she broke your throne and she cut your hair and from your lips she drew the hallelujah. Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah Baby I've been here before I've seen this room and I've walked this floor You know, I used to live alone before I knew you And I've seen your flag on the marble arch and love is not a victory march it's a cold and it's a broken hallelujah Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah Well there was a time when you let me know what's really going on below but now you never show that to me do you but remember when I moved in you and the holy dove was moving too and every breath we drew was hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Well maybe there's a god above but all I've ever learned from love was how to shoot somebody who outdrew you And it's not a cry that you hear at night it's not somebody who's seen the light it's a cold and it's a broken hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah P.S: A imagem é Blue Nude, Nú Azul, de Pablo Picasso... um sentimento humano... humano... uma história com pontos de vista... que daria um grande filme... um belo drama... A história de um rei, que se apaixona por uma mulher casada... e então, no impulso da paixão, manda o esposo dela para a guerra, no pelotão da frente... Para que morresse... E assim, ela fica livre para ser sua... Após o fato consumar-se, ele cai em si que foi desumano, pois desrespeitou seu próximo, interferiu na vida, abusou de sua posição social, de seu poder... e então... como preço por isso, perde seu filho... e sente a dor de perder quem tanto ama... Domingo, Junho 01, 2008
São demais os perigos desta vida Por Toquinho e Vinícius de Moraes São demais os perigos desta vida pra quem tem paixão Principalmente quando uma lua chega de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar que atua desvairado Vem se unir uma musica qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher Deve andar perto uma mulher que é feita De música, luar e sentimento E que a vida não quer de tão perfeita Uma mulher que é como a própria lua: Tão linda que só espalha sofrimento Tão cheia de pudor que vive nua Domingo, Maio 25, 2008
Comentário sobre Plágio: Por Augusto Teixeira pós ler o texto abaixo... É estranho o Plágio... Antigo... Para eu ser eu preciso me registrar Se não, não sou de ninguém... Posso ser roubado, adulterado. É estranho. Nota sobre PLÁGIO Por Priscila Haydée Olá Pessoal! Senti necessidade de comentar à respeito do PLAGIO, devido a um acontecimento atual... Já resolvido, graças a Deus! Porque a ARTE, pra mim, é a manifestação divina em cada um, visto que é manifestação do nosso lado não-material... Dos sentimentos e de como nossos sentidos captam a materialidade! É brincar de fazer mágica, de mudar a realidade.. E sentir por alguns instantes que aquela sua ARTE pode mudar o mundo e você ser o HERÓI da grande saga!! Uma vez Drummond escreveu algo sobre a necessidade de dividir o que sentia com o mundo, que o sentimento era tamanho que não cabia nele e precisava ir para o papel... "Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor.Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo,por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos. Sim, meu coração é muito pequeno." Vinicius de Amores, como gosto de chama-lo, escreveu sobre os olhos da amada, sobre a moça do Miramar, sobre a separação, sobre os filhos... Aqui perto de onde moro, cresceu Monteiro Lobato, que criou histórias infantis inspiradas naquele sítio, naquelas jaqueiras, pitangueiras, goiabeiras; na avó do Pedro, que lhe mandava cartas e parecia a avó perfeita para todos os meninos; na pagem dos seus filhos (Anastácia)... Uma vez eu escrevi sobre Elisa... Nesse dia, um grande amigo havia me contado, extremamente orgulhoso, que ia ser o espala dos violinos na orquestra da cidade dele e ia tocar Bethoven.. Então resolvi ouvir o que ele iria tocar... Usei até em terapia com meus pacientes... Foi então que senti a música e a inspiração de escrever sobre o que Bethoven teria dito a ela com palavras se o seu dom fosse a poesia ao invés da música... Acredito que poesia ou qualquer obra de arte faça parte do artista que a produziu, faça parte de sua história. Uma poesia pode ser linda e, mesmo que não seja, pertence a alguém que sentiu o que ali está escrito. Dane-se se é boa ou não, se alguém vai ler ou não, se vai trazer reconhecimento ou qualquer outra coisa... Importa que é a história de alguém e deve ser respeitada como tal. Eu senti um mal-estar quando vi a obra de uma colega sendo plagiada, pois me senti no lugar dela, caso tenha sido realmente plagiada... É como se alguém tivesse me roubado os sentimentos! A sociedade evolui (ironia)... Até aquilo que pensamos não ser possível tirar da gente, estão conseguindo tirar (nossos pensamentos, sentimentos, história, experiência, aprendizado...)! NINGUÉM PODE ROUBAR A HISTÓRIA DE VIDA DE CADA UM NEM OS PENSAMENTOS NEM OS SENTIMENTOS VIVÊNCIAS MEMÓRIAS AMORES BEIJOS DORES ... Desculpem o teor das palavras... Mas acho que fatos assim devem ser muito bem apurados, pois o teor de uma atitude como essas merece maior teor do que os de minhas palavras... Pri Haydée 10/04/2008 Quando alguém perguntava ao palhaço Picolino
Afinal... O que é ser Palhaço?? Ele declamava: "eu quero explicar a vocês o que é ser um palhaço o que é ser o que eu sou e fazer isso o que eu faço ser palhaço é saber distribuir alegria e bom humor e com esforço contentar o público espectador muita gente diz “palhaço” quando quer xingar alguém e esse nome pronunciam com escárnio e desdém e ao ouvir esta palavra outros sentem até pavor como se palhaço fosse criatura inferior mas de uma coisa fiquem certos para ser um bom palhaço É preciso alma forte e também nervos de aço e além de tudo é preciso ter um grande coração para sentir isso o que eu sinto grande amor à profissão o palhaço também tem suas noites de vigília pois lá na sua barraca ele tem a sua família palhaço, meus amigos, não é nenhum repelente palhaço não é bicho palhaço também é gente falo isso em meu nome e em nome de outros palhaços que muitas vezes trabalham com a alma em pedaços ser palhaço É saber disfarçar a própria dor É saber sempre esconder que também é sofredor porque se o palhaço está sofrendo ninguém deve perceber pois o palhaço nem tem o direito de sofrer" ......... lindo... =) Sexta-feira, Maio 23, 2008
AMO poesia com entrelinhas, com sentidos diversos, com brincadeiras inteligentes... Quando ela parece ter saído fácil fácil, mas é cheia de espaços, que me levam a outra dimensão!! Pri... Ponto sem nó
Música: Itamar Assumpção Letra: Alice Ruiz você não dá ponto sem nó ponto cruz ponto cheio ponto ajour jura que não vive sem nós mas nunca diz a que veio mon amour nosso enredo enrolado todo emaranhado tecido por linhas tortas foi desfiado a trama é toda sua personagem principal quanto a mim resta o papel vilão do ponto final A alegria Por Ferreira Gullar
O sofrimento não tem nenhum valor Não acende um halo em volta de tua cabeça, não ilumina trecho algum de tua carne escura (nem mesmo o que iluminaria a lembrança ou a ilusão de uma alegria). Sofres tu, sofre um cachorro ferido, um inseto que o inseticida envenena. Será maior a tua dor que a daquele gato que viste a espinha quebrada a pau arrastando-se a berrar pela sarjeta sem ao menos poder morrer? ______ A justiça é moral, a injustiça não. A dor te iguala a ratos e baratas que também de dentro dos esgotos espiam o sol e no seu corpo nojento de entre fezes ______________ querem estar contentes. Cantiga para não morrer Por Ferreira Gullar Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração. Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar. E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento. Subversiva Por Ferreira Gullar
A poesia quando chega ___________ não respeita nada. Nem pai nem mãe. __________________ Quando ela chega de qualquer de seus abismos desconhece o Estado e a Sociedade Civil infringe o Código de Águas _________________________ relincha como puta ______ nova ______ em frente ao Palácio da Alvorada. E só depois reconsidera: beija ____________ nos olhos os que ganham mal ____________ embala no colo ____________ os que têm sede de felicidade ____________ e de justiça E promete incendiar o país Barulho Por Ferreira Gullar Todo poema é feito de ar apenas: _______ a mão do poeta _______ não rasga a madeira _______ não fere _____________ o metal _____________ a pedra _______ não tinge de azul _______ os dedos _______ quando escreve manhã _______ ou brisa _______ ou blusa _____________ de mulher. O poema é sem matéria palpável _______ tudo _______ o que há nele _______ é barulho _____________ quando rumoreja _____________ ao sopro da leitura. Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada F. Pessoa... Alberto Caeiro Há metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que idéia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber que o não sabem? "Constituição íntima das cousas"... "Sentido íntimo do Universo"... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas. É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?). Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora. Por Clarice Lispector
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Estava em texto corrido, eu organizei pra ficar mais atraente... =) Pri Por Fernando Pessoa - Heterônimo Ricardo Reis
Segue o teu destino, Rega a tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias. A realidade Sempre é mais ou menos Do que nós queremos. Só nós somos sempre Iguais a nós próprios. Suave é viver só. Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras como ex-voto aos deuses. Vê de longe a vida. Nunca a interrogues. Ela nada pode Dizer-te. A resposta Está além dos deuses. Mas serenamente Imita o Olimpo No teu coração. Os deuses são deuses Porque não se pensam. Ricardo Reis Por Fernando Pessoa - Heterônimo Alberto Caeiro Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho Alberto Caeiro Por Fernando Pessoa - Heterônimo Álvaro de Campos Pensar em nada é ter a alma própria e inteira. Pensar em nada É viver intimamente O fluxo e o refluxo da vida. Álvaro de Campos Por Fernando Pessoa - heterônimo Ricardo Reis Vivem em nós inúmeros; Se penso ou sinto, ignoro Quem é que pensa ou sente. Sou somente o lugar Onde se sente ou pensa. Tenho mais almas que uma. Há mais eus do que eu mesmo. Existo todavia Indiferente a todos. Faço-os calar: eu falo. Os impulsos cruzados Do que sinto ou não sinto Disputam em quem sou. Ignoro-os. Nada ditam A quem me sei: eu 'screvo. Ricardo Reis Por Vinicius de Moraes...
Como dizia o poeta Quem já passou por essa vida e não viveu Pode ser mais, mas sabe menos do que eu Porque a vida só se dá pra quem se deu Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não Não há mal pior do que a descrença Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair Pra que somar se a gente pode dividir Eu francamente já não quero nem saber De quem não vai porque tem medo de sofrer Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não Segunda-feira, Maio 19, 2008
NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET Por Mario Bortolotto Direção: Márcio Vaccari http://www.youtube.com/watch?v=Jj4jypvYryk&feature=related Há muito tempo você anda comigo Cê sabe eu me emputeço, eu xingo, eu brigo Eu te ligo no meio da noite Pra dizer que o mal O mal mora em mim O mal pula comigo na piscina e não se afoga O mal joga xadrez em tardes quentes e não se afoba Eu não pedi pra minha vida ser o que ela é A ira de Deus, um disco de jazz Nossa vida não vale o amor de uma mulher Nossa vida não vale, não vale um chevrolet (abstraiam os palavrões e questões céticas..rs não tem haver comigo... mas é uma letra de música que eu acho forte! boa!) Terça-feira, Abril 29, 2008
Por Priscila Haydée Há vagas! ________Por Priscila Haydée A beleza que existe numa pétala de flor com cheiro de orvalho polinizado A pureza que insiste ante a violência atual e aos valores comerciais Incide... _______ Inside... __insight! E emana irmana Profana Chupa cana e come rapadura! _____Brandura Brancura __ cura ____ dura, rapá... A dureza que persiste na árvore revolucionária ante o temporal ou a curveleza inquebrável da cintura requebrável! Jogam _______ Disputam Uma vaga nesse poema! 29/03/2008 Zoom ________ Por Priscila Haydée Ana Camila dorme Sobre a cama aconchegante Enrolada ao cobertor Que escapa em partes E esbarra nos chinelos ao pé da cama Próximos à janela daquele quarto Ao lado da cozinha Longe da sala Daquela casa Num terreno razoável Endereçado àquela rua Cheia de outras casas e postes De onde brilham tantas luzinhas As quais vejo através desse vidro fosco E gotejado há quilômetros De dentro desse ônibus que passa à 100Km/h nessa rodovia rumo à minha cidade... Priscila Haydée Abril, 2008 In___stante __ con ________________Por Priscila Haydée É que nem tudo é pra sempre daqui à eternidade E nem sempre a amizade consegue se desvencilhar do amor que a gente sente Nem sempre o riso consegue fingir que é alegria a dor que a gente mente Que o nosso "pra sempre" dure um pouco mais que nossas lembranças Descansem em paz Porque nem tudo é pra sempre nem o Adeus Nem o jamais... Priscila Haydée 24/02/2008 Sábado, Abril 26, 2008
MetadePor Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor Apenas respeitadas Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço E que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que penso Mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso Que eu me lembro ter dado na infância Por que metade de mim é a lembrança do que fui A outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais que uma simples alegria Pra me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer Porque metade de mim é a platéia A outra metade é a canção. E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade também. Segunda-feira, Abril 21, 2008
BerimbauVinicius de Moraes Composição: Baden Powell e Vinicius de Moraes
Quem é homem de bem Não trai! O amor que lhe quer Seu bem! Quem diz muito que vai Não vai! Assim como não vai Não vem!... Quem de dentro de si Não sai! Vai morrer sem amar Ninguém! O dinheiro de quem Não dá É o trabalho de quem Não tem! Capoeira que é bom Não cai! E se um dia ele cai Cai bem!... Capoeira me mandou Dizer que já chegou Chegou para lutar Berimbau me confirmou Vai ter briga de amor Tristeza camará... Domingo, Abril 13, 2008
Eu não sou melhor, nem pior que ninguém... Sou diferente! Tenho o meu jeito de ser e se todo mundo tem um jeito e se todo mundo entedesse isso Talvez tudo fosse melhor ao invés disso... Priscila Haydée 13/04/2008 Domingo, Março 30, 2008
Por Fernando Pessoa
“Para ser grande, sê inteiro: Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.” Terça-feira, Março 18, 2008
Versos escritos com bisturiMarianne Moore
OS PEIXES vade- ando negro jade. ___ Das conchas azul-corvo um marisco ___ só ajeita os montes de cisco; _____ no que vai se abrindo e fechando é que nem ferido leque. ___ Os crustáceos que incrustam o flanco ___ da onda ali não encontram canto, _____ porque as setas submersas do sol, vidro em fibras sol- ___ vidas, passam por dentro das gretas ___ com farolete ligeireza — _____ iluminando de vez em vez o oceano turquês ___ de corpos. A correnteza crava ___ na quina férrea da fraga _____ uma cunha de ferro; e estrelas, grãos de arroz róseos, mães- ___ d'água tintas, siris que nem lírios ___ verdes e fungos submarinos _____ vão deslizando uns sobre os outros. As marcas externas ___ de mau-trato estão todas presentes ___ neste edifício resistente — _____ todo resquício material de a- cidente — ausência ___ de cornija, machadadas, queima e ___ sulcos de dinamite — teima em _____ ressaltar; já não é o que era cova. Repetida prova ___ demonstrou que ele pode viver ___ do que não pode reviver _____ seu viço. O mar nele envelhece. THE FISH wade through black jade. ___ Of the crow-blue mussel-shells, one keeps ___ adjusting the ash-heaps; _____ opening and shutting itself like an injured fan. ___ The barnacles which encrust the side ___ of the wave, cannot hide _____ there for the submerged shafts of the sun, split like spun ___ glass, move themselves with spotlight swiftness ___ into the crevices — _____ in and out, illuminating the turquoise sea ___ of bodies. The water drives a wedge ___ of iron through the iron edge _____ of the cliff; whereupon the stars, pink rice-grains, ink- ___ bespattered jelly fish, crabs like green ___ lilies, and submarine _____ toadstools, slide each on the other. All external ___ marks of abuse are present on this ___ defiant edifice — _____ all the physical features of ac- cident — lack ___ of cornice, dynamite grooves, burns, and ___ hatchet strokes, these things stand _____ out on it; the chasm-side is dead. Repeated ___ evidence has proved that it can live ___ on what can not revive _____ its youth. The sea grows old in it. POESIA Também não gosto. ___ Lendo-a, no entanto, com total desprezo, a ____________________ [ gente acaba descobrindo ___ nela, afinal de contas, um lugar para o genuíno. POETRY I, too, dislike it. ___ Reading it, however, with a perfect contempt ___________________ [ for it, one discovers in ___ it, after all, a place for the genuine. poesia.net Carlos Machado, 2003 Marianne Moore In Poemas Tradução e posfácio de José Antonio Arantes Companhia das Letras, São Paulo, 1991 Segunda-feira, Março 03, 2008
Sábado, Fevereiro 02, 2008
Não Precisa Mudar Saulo Fernandes/ Gigi Não precisa mudar Vou me adaptar ao seu jeito Seus costumes, seus defeitos Seu ciúme, suas caras Pra quê mudá-las ? Não precisa mudar Vou saber fazer o seu jogo Saber tudo do seu gosto Sem deixar nenhuma mágoa Sem cobrar nada Se eu sei que no final fica tudo bem A gente se ajeita numa cama pequena Te faço um poema, te cubro de amor Então você adormece Meu coração enobrece E a gente sempre se esquece De tudo o que passou Sábado, Janeiro 12, 2008
..."Espero que você saiba, espero que você saiba Que isso não tem nada a ver com você Isso é pessoal, eu comigo mesma Nós temos que ajeitar algumas coisas ... E eu sentirei sua falta como uma criança sente falta de seu cobertor Mas eu tenho que tocar minha vida É hora de ser uma garota grande agora E garotas grandes não choram Não choram, não choram, não choram O caminho que estou trilhando, eu devo ir sozinha Eu devo dar pequenos passos até estar totalmente amadurecida Contos de fada nem sempre têm finais felizes E eu prevejo confusão se eu ficar Eu espero que você saiba, eu espero que você saiba Que isso não tem nada a ver com você Isso é pessoal, eu comigo mesma Nós temos que ajeitar algumas coisas... E sentirei sua falta como uma criança sente falta de seu cobertor Mas eu tenho que tocar minha vida É hora de ser uma garota grande agora E garotas grandes não choram Como colegas no pátio da escola Nós jogaremos cartas e trocaremos figurinhas Eu serei sua melhor amiga E você será o meu namorado Você pode segurar minha mão se quiser Porque eu quero segurar a sua também Nós seremos amigos e amantes e compartilharemos nossos mundos secretos Mas está na hora de eu ir pra casa Está ficando tarde, está escuro lá fora Eu preciso me encontrar centrada com claridade, paz e seriedade Eu espero que você saiba, eu espero que você saiba Que isso não tem nada a ver com você Isso é pessoal, eu comigo mesma Nós temos que ajeitar algumas coisas... E eu sentirei sua falta como uma criança sente de seu cobertor Mas eu tenho que tocar minha vida É hora de ser uma garota grande agora E garotas grandes não choram". num sei a fonte... :( Sábado, Janeiro 05, 2008
No Dia Em Que Eu Saí De Casa Zezé Di Camargo E Luciano No dia em que saí de casa minha mãe me disse filho vem cá Passou a mão em meus cabelos, olhou em meus olhos começou falar Por onde você for eu sigo com meu pensamento sempre onde estiver Em minhas orações eu vou pedir a Deus Que ilumine os passos seus Eu sei que ela nunca compreendeu Os meu motivos de sair de lá Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar Eu bem queria continuar ali Mas o destino quis me contrariar E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar A minha mãe naquele dia me falou do mundo como ele é Parece que ela conhecia cada pedra que eu iria por o pé E sempre ao lado do meu pai da pequena cidade ela jamais saiu Ela me disse assim meu filho vá com Deus Que este mundo inteiro é seu Lá vou eu Tema irmão Urso - Disney O pé na estrada eu vou botar Que já tá na hora de ir Um mundo, um horizonte e um céu azul O que mais eu poderia pedir? O pé na estrada eu vou botar E o coração eu quero abrir Sob os raios do sol Sigo um sonho meu Eu não posso deixar de sorrir Nada é melhor do que amigos rever Ainda que demore a chegar As histórias vão fazer você sorrir Vão fazer você sonhar Que todos saibam: Lá vou eu Por novos caminhos seguir Com a lua lá no céu a olhar pra mim Eu vou sob as estrelas dormir E se a chuva cair Não vou parar Qualquer tempestade tem fim E o vento no meu rosto a soprar, Me faz sonhar O que eu quero é caminhar assim Hoje eu vou seguindo Meu caminho Eu vou seguindo (assobios) Eu vou seguindo (assobios) Eu vou seguindo (assobios) Eu vou seguindo Que todos saibam que lá vou eu, E que o que eu mais quero é chegar (o que eu mais quero é chegar) Com um lindo horizonte e um céu azul Histórias eu quero contar (eu quero contar) Que todos saibam que lá vou eu (sim, lá vou eu) Caminhando eu vou pro meu lar (caminhando vou pro meu lar) Sob os raios do sol sigo um sonho meu Histórias eu quero contar (sim, lá vou eu) Olha lá vou eu (risos) Terça-feira, Janeiro 01, 2008
Mensagem de ANO NOVO Por Priscila Haydée Nunca fiz de meu blog algo para publicações diárias... Explico: diário, diário de bordo, diário de adolescente, etc... Sempre busquei publicar arte, ou qualquer texto que me inspire, mas essa noite sinto uma enorme vontade de fazer algumas reflexões devido a alguns momentos importantes que tenho passado. Sempre acreditei no amor como o algo mais que faz da humanidade mais humana e vivível. Nunca deixarei de acreditar nisso. Mas o amor é uma lição que está sempre sendo repassada, reinventada, reestruturada, e muitos "res" nessa vida... Já cheguei a pensar que me encaixava direitinho naquela música "eu só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade... Eu sou poeta e não aprendi a amar..." É, meus caros, como diria o Drummond, um pouco de prosa pra essa poeta!! Prefiro escrita poética, mas hoje, dia 1° de janeiro, começo com algo novo, escrita em prosa! Então, proseêmos! Nunca poderei dizer que não soube ou não sei amar! Vivo disso e é fato! Mas a quem importa algumas vivências pessoais?? Então vamos universalizar a coisa em questão: Quem nunca amou alguém? Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga e aquele medo apavorante de não ter ou perder alguém? Dizem que a gente ama uma só vez na vida... Isso só pode ser uma grande mentira! Amei muito nessa vida, de muitas formas... Amei até esquecer de mim mesma, amei a mim mesma, amei mais que a mim mesma, amei... amei... AMÉM! Amarei, amarei, amarei... Enquanto houver fôlego, enquanto valer a pena... e quando não valer mais a pena... Amarei... Tenho amado grandemente, e isso tem sido maior que eu ou maior que qualquer vontade própria... Mas o fato é que ainda que ame EXAGERADAMENTE, preciso preservar sempre mais o amor-próprio! Acredito ter chegado em uma fase da minha vida em que sou capaz de saber exatamente o que eu quero, acredito que a maturidade que venho construindo tem feito me gostar muito mais, e entender que o amor-próprio é essencial pra qualquer outro amor prosperar... Acontece que saber o que se quer nem sempre é a solução. Pois existem coisas que não dependem da gente! E então é necessário decidir: resignar ou lutar? Mas se eu disser que já lutei assustadoramente? Não minto. Já lutei. Talvez não como eu quisera um dia, mas por duas vezes tentei e acredito não caber mais nenhuma atitude. Então me resta apenas a opção "resignar". Pois é, parece nada romântica essa atitude. Mas olhemos por outro ponto de vista, não o do amor por outra pessoa, mas aquele que falei ainda pouco, o do amor-próprio! Se olharmos pra esse aspecto, estou sendo extremamente romântica! É a bendita e velha história, "gostar de quem gosta de mim"... E eu vou tentar, vou tentar com toda a minha força, com toda a minha alma, até não aguentar mais lutar, vou tentar, pra que seja MAIOR! ... como diriam alguns novos "por que que o mar não se apaixona por uma lagoa, por que que a gente nunca sabe de quem vai gostar?!". Não quero definir aqui o que é o amor. Quantos grandes já o fizeram e sempre as definições ficaram incompletas?... Cada um sob sua óptica! E não interessa aqui definir o amor, rotulando-o de forma banal ou pessoal. Interessa vivê-lo!, senti-lo!, vesti-lo! Qualquer coisa que se queira, necessita algo dentro de si maior que a inércia de ficar parado, necessita algo maior que o sonho, que talvez envolva fé, que talvez envolva merecimento, que necessita vida... E no ano que se inicia e em todos os anos de sua vida, seja Maior que qualquer poeira ou pedra, Maior que qualquer sono ou desmaio... Maior que qualquer tremedeira ou medo... Seja Maior! Esteja com o Maior e seja MAIOR daqui pra frente... Que 2008 seja O Ano!! Que ele seja um ponto importante na sua biografia, que marque época! E que você comece e viva-o com toda energia, pique, força, e que essa força se renove no outro ano, de 2009... E depois nos outros anos... E outros anos... E outros anos... Pra que você sinta saudades dos anos que passaram, mas não muita saudade, pra não perder o tempo de algum ano vivendo o passado... Um grande abraço, Priscila Haydée :D Domingo, Dezembro 02, 2007
Sorri (smile) -
Quando a dor te torturar E a saudade atormentar Os teus dias tristonhos, vazios Sorri Quando tudo terminar Quando nada mais restar Do teu sonho encantador, sorri Sorri Quando o sol perder a luz E sentires uma cruz Nos teus ombros cansados, doridos Sorri Vai mentindo a tua dor E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor Que és feliz! Sorri Quando a dor te torturar E a saudade atormentar Os teus dias tristonhos, vazios Sorri Quando tudo terminar Quando nada mais restar Do teu sonho encantador, sorri Sorri Quando o sol perder a luz E sentires uma cruz Nos teus ombros cansados, doridos Sorri Vai mentindo a tua dor E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor Que és feliz! Sábado, Dezembro 01, 2007
Não sei como Por Belén Sánchez
Não sei como chegar à tua casa perdida, a tua casa emaranhada nas antenas como um trapo miserável, esquecido. Não sei como entrar no teu bairro na tua vida, a tua vida de puzzles e de palmeiras, o teu bairro de lata e de armaduras. Não sei como ir da minha vida à tua rua, a tua rua cheia de perguntas, a minha vida estranha sem respostas. Mas chegarei. Porque tu me chamas. Sexta-feira, Novembro 30, 2007
Filosofando...
"Ao contrário do que estabelecera a tradição da psicologia racional, nossa subjetividade não é constituída pela faculdade cognitiva de nossa ‘alma’, isso é, por nosso intelecto, razão, ou consciência. Nosso ‘eu’, nosso si mesmo, é infinitamente mais complexo do que a unidade aparentemente simples da auto-consciência. O que é, então, nosso si mesmo? O que nos constitui como sujeitos? “Por detrás de teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, se encontra um poderoso senhor e um sábio desconhecido – ele se chama si mesmo. Ele habita o teu corpo, ele é o teu corpo. Há mais razão em teu corpo do que em tua melhor sabedoria. E quem sabe, aliás, para que o teu corpo necessita justamente da tua melhor sabedoria? Teu si mesmo se ri do teu eu ede seus saltos orgulhosos. ’O que são para mim esses saltos e asas do pensamento’?, diz ele consigo. Um desvio para as minhas finalidades. Eu sou a andadeira do eu e aquele que infla os seus conceitos.” Percebe-se, pois, o que está em jogo essencialmente aqui: uma versão do programa filosófico de transvaloração dos valores. Se a certidão de nascimento da filosofia moderna fora lavrada a partir de uma concepção de subjetividade definida a partir da consciência, a crítica de Nietzsche inverte esse primado. Mas não se limita apenas a efetuar uma reviravolta que deixasse intactos os pólos invertidos da oposição, trocando apenas as estimativas de valor. Uma vez revelada a origem lógico-gramatical da substância-alma, sua natureza ilusória, Nietzsche busca também uma redefinição o corpo. O corpo, como o Selbst (si mesmo) tem uma natureza muito mais profunda e complexa do que supusera a tradição. Ele não é apenas ‘a carne’ e a sede das paixões, desejos e desgarramentos, nem mesmo a res extensa, de que cogitara Descartes; ao contrário do que pensara o platonismo e o Cristianismo, o corpo não é a prisão do espírito, o oposto da razão. Para Nietzsche, o corpo é a grande razão: “O corpo é uma grande razão, uma multiplicidade com um únicosentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor. Instrumento do teu corpo é também tua pequena razão, meu irmão, que tu denominas ‘espírito’, uma pequena ferramenta e um brinquedo de tua grande razão. ‘Eu’, dizes tu, e estas orgulhoso dessa palavra. Mas aquilo que é maior, em que não queres crer – teu corpo e sua grande razão – não diz eu, porém faz eu. Aquilo que os sentidos sentem e que o espírito conhece, não tem neles mesmos seu fim. Porém sentido e espírito te convencem de que eles são o fim de todas as coisas – tão vaidosos são eles. Ferramenta e brinquedo são sentidos e espírito: atrás dele se encontra ainda o si mesmo. O si mesmo procura com os olhos dos sentidos, escuta com os ouvidos do espírito.” Portanto, aquilo que a tradição confundia com a estrutura nuclear da subjetividade – a consciência, razão, ou espírito – nada mais é que a ténue superfície de uma profundidade insondável, daquela grande razão, que é o corpo." trecho de um artigo que li meio por cima... mas parece interessante: http://www.fafich.ufmg.br/~petcs/giacoiaprov.pdf Quarta-feira, Novembro 28, 2007
SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... Quando se vê, já é 6ªfeira... Quando se vê, passaram 60 anos... Agora, é tarde demais para ser reprovado... E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. seguia sempre, sempre em frente ... E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. Mario Quintana ( In: Esconderijo do tempo) CARTA
Meu caro poeta, Por um lado foi bom que me tivesses pedido resposta urgente, senão eu jamais escreveria sobre o assunto desta, pois não possuo o dom discursivo e expositivo, vindo daí a dificuldade que sempre tive de escrever em prosa. A prosa não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O poema, não; descreve uma parábola tracada pelo próprio impulso (ritmo); é que nem um grito. Todo poema é, para mim, uma interjeição ampliada; algo de instintivo, carregado de emoção. Com isso não quero dizer que o poema seja uma descarga emotiva, como o fariam os românticos. Deve, sim, trazer uma carga emocional, uma espécie de radioatividade, cuja duração só o tempo dirá. Por isso há versos de Camões que nos abalam tanto até hoje e há versos de hoje que os pósteros lerão com aquela cara com que lemos os de Filinto Elísio. Aliás, a posteridade é muito comprida: me dá sono. Escrever com o olho na posteridade é tão absurdo como escreveres para os súditos de Ramsés II, ou para o próprio Ramsés, se fores palaciano. Quanto a escrever para os contemporâneos, está muito bem, mas como é que vais saber quem são os teus contemporâneos? A única contemporaneidade que existe é a da contingência política e social, porque estamos mergulhados nela, mas isto compete melhor aos discursivos e expositivos , aos oradores e catedráticos. Que sobra então para a poesia? - perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade." E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos! Meu poeta, se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as disgressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando essas meninas dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: "O que é poesia? Por que se tornou poeta? Como escrevem os seus poemas?" A poesia é dessas coisas que a gente faz mas não diz. A poesia é um fato consumado, não se discute; perguntas-me, no entanto, que orientação de trabalho seguir e que poetas deves ler. Eu tinha vontade de ser um grande poeta para te dizer como é que eles fazem. Só te posso dizer o que eu faço. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre em qualquer parte, nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras. Por vezes uma rima até ajuda, com o inesperado da sua associação. (Em vez de associações de idéias, associações de imagem; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna.) Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo (a falta de memória é uma bênção nestes casos). Vem logo o trabalho de corte, pois noto logo o que estava demais ou o que era falso. Coisas que pareciam tão bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema) tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com o cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da Criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos 17 anos. Há na Bíblia uma passagem que não sei que sentido lhe darão os teólogos; é quando Jacob entra em luta com um anjo e lhe diz: "Eu não te largarei até que me abençoes". Pois bem, haverá coisa melhor para indicar a luta do poeta com o poema? Não me perguntes, porém, a técninca dessa luta sagrada ou sacrílega. Cada poeta tem de descobrir, lutando, os seus próprios recursos. Só te digo que deves desconfiar dos truques da moda, que, quando muito, podem enganar o público e trazer-te uma efêmera popularidade. Em todo caso, bem sabes que existe a métrica. Eu tive a vantagem de nascer numa época em que só se podia poetar dentro dos moldes clássicos. Era preciso ajustar as palavras naqueles moldes, obedecer àquelas rimas. Uma bela ginástica, meu poeta, que muitos de hoje acham ingenuamente desnecessária. Mas, da mesma forma que a gente primeiro aprendia nos cadernos de caligrafia para depois, com o tempo, adquirir uma letra própria, espelho grafológico da sua individualidade, eu na verdade te digo que só tem capacidade e moral para criar um ritmo livre quem for capaz de escrever um soneto clássico. Verás com o tempo que cada poema, aliás, impõe sua forma; uns, as canções, já vêm dançando, com as rimas de mãos dadas, outros, os dionisíacos (ou histriônicos, como queiras) até parecem aqualoucos. E um conselho, afinal: não cortes demais (um poema não é um esquema); eu próprio que tanto te recomendei a contenção, às vezes me distendo, me largo num poema que vai lá seguindo com os detritos, como um rio de enchente, e que me faz bem, porque o espreguiçamento é também uma ginástica. Desculpa se tudo isso é uma coisa óbvia; mas para muitos, que tu conheces, ainda não é; mostra-lhes, pois, estas linhas. Agora, que poetas deves ler? Simplesmente os poetas de que gostares e eles assim te ajudarão a compreender-te, em vez de tu a eles. São os únicos que te convêm, pois cada um só gosta de quem se parece consigo. Já escrevi, e repito: o que chamam de influência poética é apenas confluência. Já li poetas de renome universal e, mais grave ainda, de renome nacional, e que no entanto me deixaram indiferente. De quem a culpa? De ninguém. É que não eram da minha família. Enfim, meu poeta, trabalhe, trabalhe em seus versos e em você mesmo e apareça-me daqui a vinte anos. Combinado? Mario Quintana A COISA
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. Mario Quintana (Caderno H) AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira. Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção. E os Anjos entreolham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida - acaso lhes indaga que horas são... Mario Quintana - A Cor do Invisível
Fere de leve a frase... E esquece... Nada Convém que se repita... Só em linguagem amorosa agrada A mesma coisa cem mil vezes dita. Mario Quintana ....Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher...
"Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos." "Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados." "Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo." "E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E vocêaprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!" William Shakespeare Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Mutum Baseado na obra de João Guimarães Rosa, conta a história de um garoto de 10 anos com uma visão de mundo diferente
A cidade de Mutum é um canto quase esquecido em Minas Gerais. É lá que vive o garoto Thiago, ao lado do irmão Felipe. Este é o único amigo do menino, que mesmo com apenas 10 anos, consegue ter uma visão muito diferente do mundo. Através dos olhos dele, é apresentada uma ótica diferente dos adultos, suas atitudes, seus sentimentos e de toda a perda que a vida lhe impõe. O premiado filme da brasileira Sandra Kogut foi aplaudido pelos festivais que passou, ganhando um troféu no Festival do Rio 2007. O longa é baseado na obra Campo Geral, de Guimarães Rosa. As filmagens foram feitas em Minas Gerais e boa parte do elenco é formada por atores não-profissionais. http://www.guiadasemana.com.br/film.asp?ID=11&cd_film=1970 Paciência Lenine Composição: Lenine e Dudu Falcão Mesmo quando tudo pede Um pouco mais de calma Até quando o corpo pede Um pouco mais de alma A vida não pára... Enquanto o tempo Acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora Vou na valsa A vida é tão rara... Enquanto todo mundo Espera a cura do mal E a loucura finge Que isso tudo é normal Eu finjo ter paciência... O mundo vai girando Cada vez mais veloz A gente espera do mundo E o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência... Será que é tempo Que lhe falta prá perceber? Será que temos esse tempo Prá perder? E quem quer saber? A vida é tão rara Tão rara... Mesmo quando tudo pede Um pouco mais de calma Mesmo quando o corpo pede Um pouco mais de alma Eu sei, a vida não pára A vida não pára não... Será que é tempo Que lhe falta prá perceber? Será que temos esse tempo Prá perder? E quem quer saber? A vida é tão rara Tão rara... Mesmo quando tudo pede Um pouco mais de calma Até quando o corpo pede Um pouco mais de alma Eu sei, a vida não pára A vida não pára não... A vida não pára!... A vida é tão rara!... Domingo, Outubro 28, 2007
Sintaxe À Vontade O Teatro Mágico Composição: Fernando Anitelli
Sem horas e sem dores Respeitável público pagão a partir de sempre toda cura pertence a nós toda resposta e dúvida todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser todo verbo é livre para ser direto e indireto nenhum predicado será prejudicado nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final! afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas e estar entre vírgulas pode ser aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples um sujeito e sua oração sua pressa e sua verdade,sua fé que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não que enxerguemos o fato de termos acessórios para nossa oração separados ou adjuntos, nominais ou não façamos parte do contexto da crônica e de todas as capas de edição especial sejamos também o anúncio da contra-capa mas ser a capa e ser contra-capa é a beleza da contradição é negar a si mesmo e negar a si mesmo pode ser também encontrar-se com Deus com o teu Deus Sem horas e sem dores Que nesse encontro que acontece agora cada um possa se encontrar no outro até porque... tem horas que a gente se pergunta... por que é que não se junta tudo numa coisa só? P.S.: Bato continência pro cara que escreveu isso!!! Pri =D Sexta-feira, Outubro 19, 2007
Procura da poesia Carlos Drummond de Andrade
Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro são indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma. O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável. Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era. Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo. Hoje não escrevo Carlos Drummond de Andrade
Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos. Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário. O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego - às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles. Ah, você participa com palavras? Sua escrita - por hipótese - transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação. Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel. E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando... ENTÃO HOJE NÃO TEM CRÔNICA. ..................................... :/ Confira a matéria exibida dia 15/10/2007 no Jornal Nacional, na rede Globo de Televisão, sobre o meu tema de pesquisa: A VOZ DO PROFESSOR! http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM743157-7823-PROFESSORES+BRASILEIROS+ESTAO+PERDENDO+A+VOZ,00.html Divirtam-se! Conscientizem-se! Cuidar da voz nunca é demais, principalmente quando ela é seu principal instrumento de trabalho!!! Beijos Pri Haydée Fonoaudiologanda.... =D Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Mundo grande Carlos Drummond de Andrade Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos. Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens. Os homens estão cá fora, estão na rua. A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava. Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo. O mundo é grande. Tu sabes como é grande o mundo. Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão. Viste as diferentes cores dos homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem... sem que ele estale. Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma, não anuncia nada. Entretanto escorre nas mãos, tão calma! Vai inundando tudo... Renascerão as cidades submersas? Os homens submersos – voltarão? Meu coração não sabe. Estúpido, ridículo e frágil é meu coração. Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas. (Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.) Outrora escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas. Nunca escutei voz de gente. Em verdade sou muito pobre. Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio. Meus amigos foram às ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias, entre o fogo e o amor. Então, meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode. – Ó vida futura! Nós te criaremos. Memória Carlos Drummond de Andrande
Amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão. Pensamentos VOU TENTAR SEMPRE Ainda que o tempo, o maior e mais implacável dos carrascos, intente sobre o meu corpo físico, ele nunca terá poder sobre meu pensar, meu saber e minha vontade, pois estes são eternos. Por isto e tão somente por isto que vou tentar sempre, porque nunca é tarde para começar. Antonio Rogério de Lima Grego A verdade é sempre o argumento mais forte. Sófocles Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo. Esopo O Medo de sofrer deve ser esquecido porque, todos, sem exceção, quando projetam uma ação de vida, fazem antes uma prospecção para analisar as probabilidades e, se após isto falharem, não há o porquê sofrer, pois havia a consciência. Antonio Rogério de Lima Grego Se tivesses ficado calado, terias continuado filósofo. Boécio O grande filósofo é um poeta dotado de consciência intelectual. Walter Kaufmann Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz. Platão A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais. Epicuro O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros. Santo Agostinho ... conhece-se melhor a Deus na ignorância. Santo Agostinho Sábado, Setembro 22, 2007
Reconhecimento do amor Carlos Drummond de Andrade Amiga, como são desnorteantes os caminhos da amizade. Apareceste para ser o ombro suave onde se reclina a inquietação do forte ( ou que forte se pensava ingenuamente ). Trazias nos olhos pensativos a bruma da renúncia: não querias a vida plena, tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida, não pedias nada, não reclamavas teu quinhão de luz. E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda. Descansei em ti meu feixe de desencontros e de encontros funestos. Queria talvez - sem o perceber, juro – sadicamente massacrar-te sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam desde a hora do nascimento, senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História, ou mais longe, desde aquele momento intemporal em que os seres são apenas hipóteses não formuladas no caos universal. Como nos enganamos fugindo ao amor! Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar sua espada coruscante, seu formidável poder de penetrar o sangue e nele imprimir uma orquídea de fogo e lágrimas. Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu Em doçura e celestes amavios. Não queimava, não siderava; sorria, Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso, Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor Que trazia para mim e que teus dedos confirmavam Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro, o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava, quando – por esperteza do amor – senti que éramos um só. Amiga, amada, amada amiga, assim o amor dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo Com olhar pervagante e larga ciência das coisas. Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos, e a pura essência em que nos transmutamos dispensa alegorias, circunstâncias, referências temporais, imaginações oníricas, o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal, as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos, todas as imposturas da razão e da experiência, para existir em si e por si, à revelia de corpos amantes, pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM. Levou tempo, eu sei, para que o EU renunciasse à vacuidade de persistir, fixo e solar, e se confessasse jubilosamente vencido, até respirar o júbilo maior da integração. Agora, amada minha para sempre, nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar a melodia, a paisagem, a transparência da vida, perdidos que estamos na concha ultramarina de amar Resíduo de poema Carlos Drummond de Andrade (...) Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, retrato. (...) E de tudo fica um pouco. Oh abre os vidros de loção e abafa o insuportável mau cheiro da memória. Quinta-feira, Setembro 13, 2007
Exagerado Cazuza Amor da minha vida Daqui até a eternidade Nossos destinos Foram traçados Na maternidade... Paixão cruel Desenfreada Te trago mil Rosas roubadas Pra desculpar Minhas mentiras Minhas mancadas... Exagerado! Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado... Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar Eu posso até morrer de fome Se você não me amar... Por você eu largo tudo Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais Prá mim é tudo ou nunca mais... Exagerado! Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado... E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais Prá mim é tudo ou nunca mais... Exagerado! Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado... Jogado aos teus pés Com mil rosas roubadas Exagerado! Eu adoro um amor inventado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado... |